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São Roque – Quem é? História, Dia do Santo, Orações e Novena

São Roque, também conhecido como Roque de Montpellier, é um santo da Igreja Católica. Sua imagem é associada especialmente à caridade aos pobres e ao tratamento de enfermos, pois São Roque foi um cirurgião, tratando voluntariamente enfermos da peste.

Neste artigo, trataremos justamente deste importante, embora pouco conhecido, Santo, que é considerado um padroeiro de profissões relacionadas à medicina por conta de sua missão em vida.

São Roque

Dia de São Roque

A festa de São Roque acontece sempre no dia 16 de agosto, data da morte do santo, que faleceu em 16 de agosto de 1327 (ou 1376, segundo outras fontes), aos 32 anos, em Montpellier, França.

São Roque é venerado pela Igreja Católica e por algumas religiões afro-brasileiras, tendo sido canonizado entre 1590 e 1591 pelo Papa Gregório XIV.

Uma das localidades em que o dia de São Roque é mais celebrado é em Palmi, Itália, onde ocorre uma procissão de estátuas, que tem duração aproximada de quatro horas e meia.

História de São Roque

A verdadeira história de São Roque é pouco conhecida. Até mesmo o seu nome de batismo é cercado de mistério, pois “Roque”, versão em português de “Roch”, diz respeito não ao seu nome de batismo, mas ao nome ou apelido de sua família.

Nascimento e primeiros anos

Historiadores acreditam, embora não haja um consenso, que São Roque tenha nascido no ano de 1295 (ou 1348, segundo outras fontes), em Montpellier, França, com a data exata tendo sido perdido ao longo dos séculos. São Roque nasceu em família abastada, pois seu pai, João, era um rico e influente mercador da localidade de Montpellier.

Seus pais morreram enquanto São Roque ainda era muito jovem (acredita-se que isso tenha ocorrido enquanto ele havia de quinze a vinte anos), passando ao seu tio a responsabilidade de criá-lo e educá-lo.

Compadecido pelos pobres, acredita-se que São Roque tenha doado grande parte da sua fortuna a eles, repartindo seus bens com os necessitados.

A medicina e passagem por Acquapendente

O fato de ter nascido em uma família rica permitiu que São Roque estudasse medicina em sua terra natal, embora não tenha concluído os seus estudos. Isso foi determinante para que, no futuro, ele se empenhasse em missões de assistência a doentes, especialmente quando visitou a cidade de Acquapendente, que à época estava assolada pela peste.

Nesta passagem pela cidade, são reconhecidos alguns milagres do santo, que tratou e curou de enfermos da peste apenas com seu bisturi e o sinal da cruz.

Enfermo da peste e cura milagrosa

Após um tempo em Roma, cidade na qual continuou tratando dos enfermos, São Roque passou por Piacenza enquanto voltava à sua cidade natal. Lá, acabou contraindo a peste, ficando bastante enfermo e se isolando em uma floresta a fim de não contagiar mais ninguém.

No período em que ficou recluso na floresta, diz a lenda que um cão lhe levou pão diariamente, impedindo que ele morresse de fome, e uma fonte de água brotou da terra, impedindo que ele morresse de sede, até ser miraculosamente curado por completo da doença.

Volta a Montpellier e morte

Ao retornar à sua cidade natal, Montpellier, por razões até então desconhecidas ou pouco claras, acabou sendo preso, acusado de espionagem, falecendo na prisão, em 16 de agosto de 1327.

São Roque só seria reconhecido posteriormente, por conta de um sinal de nascença vermelho em forma de cruz no peito, o que é interpretado como uma predestinação dele à santidade e que certamente impulsionou a sua popularização e canonização.

Simbolismo

Por conta de sua missão em vida, envolvendo a cura, inclusive milagrosa, de enfermos, especialmente dos que São Roquesofriam pela peste, São Roque é frequentemente reconhecido como um santo protetor contra doenças contagiosas, além de também ser padroeiro de profissões relacionadas à área da medicina, especialmente cirurgiões.

Além disso, há um envolvimento da figura de São Roque com a proteção de gado, especialmente de doenças contagiosas, também, e com cães, por conta do que se sucedeu enquanto estava recluso na floresta, curando-se da peste, em que teve visitas diárias de um cachorro que o levava pão.

Oração de São Roque

“São roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, dai-nos paciência no sofrimento e na dor. São roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas. Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento. São roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos das doenças e dos perigos. Amém”.

Além dessa, há outra poderosa a oração a São Roque:

“São roque, vós que não tomando em conta o perigo do contágio da peste, vos dedicastes, de corpo e alma, ao cuidado dos doentes e deus, para provar vossa fé e confiança, permitiu que contraísseis a doença, mas que este mesmo deus, no abandono de vossa cabana, no bosque, por meio de um cão, vos alimentou de um modo milagroso e também milagrosamente vos curou, protegei-me contra as doenças infecciosas, livrai-me do contágio dos bacilos, defendei-me da poluição do ar, da água e dos alimentos. Enquanto eu tiver saúde, vos prometo rezar pelos doentes dos hospitais e fazer o possível para aliviar as dores e os sofrimentos dos enfermos, par imitar a grande caridade que vós tivestes para com os vossos semelhantes. São roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais, curai os doentes, defendei os que têm saúde contra o contágio e a poluição. São roque, rogai por nós”.

Novena de São Roque

Primeiro dia

“Deus e senhor omnipotente, a cuja inefável providência tudo está subordinado; vós, que não deixais de amar o homem e que por vossa infinita misericórdia vos dignastes preparar roque, vosso servo, para ser o nosso advogado contra o flagelo da peste; vós que lhes imprimistes no peito o venerando sinal da santa cruz, em que vosso divino filho expiou os pecados dos homens e lhes adquiriu a saúde espiritual e eterna, fazei, vos rogamos, que por esta mesma cruz sacrossanta e pelos merecimentos infinitos do preciosíssimo sangue de cristo, alcancemos, pela poderosa intercessão de são roque, a cura de todas as enfermidades da alma, dos pecados e vícios, bem como das enfermidades do corpo, de todos os contágios e pestes. Assim vos rogamos com o coração contrito. Amém”.

Segundo dia

“Deus poderoso e providente que com inefável sabedoria ilustrais o entendimento do homem, preparais e moveis o seu coração sem lhe destruir o livre arbítrio; e que eficazmente prevenistes o jovem roque com a vossa graça, fazendo que ele em tão tenra idade se resguardasse do contágio dos vícios e pecados por meio de austeras mortificações e do contínuo estudo da vossa santa lei: perdoai-nos senhor todos os pecados e confortai-nos para que recuperemos a vossa graça. Ajudai-nos a fugir do contágio dos vícios e pecados a que vivemos expostos, de maneira que, recobrando a pureza de consciência, possamos merecer a continuação da vossa graça; e fortalecidos por esta melhor possamos resistir às enfermidades do corpo, contágios e pestes, para melhor cumprirmos os nossos deveres e merecer a salvação das nossas almas. Amém”.

Terceiro dia

“Deus, senhor absoluto do universo e de tudo quanto nele se contém, vós que tudo criastes para glória vossa e proveito do homem, concedei-nos a graça de usar corretamente dos bens do mundo, à semelhança de são roque, que com um grande desapego tudo abandonou e cedeu para socorrer os pobres, sem que o seu coração se apegasse aos bens materiais. Ajudai-nos, vos rogamos, a servirmos-nos dos bens do mundo para vossa maior glória, socorrendo e amparando os mais necessitados e desprotegidos, para melhor cumprirmos os deveres da caridade pela prática das boas obras e melhor merecer a celestial bem-aventurança. Amém”.

Quarto dia

“Senhor deus de infinito poder e misericórdia, vós que a tantos remédios naturais, capazes de curar as enfermidades do corpo, acrescentastes o exercício da caridade evangélica como remédio sobre todos eficaz, para minorar e sanar tantos males, defeitos e enfermidades inseparáveis da nossa natureza, necessariamente imperfeita; vós que inflamastes os apóstolos e tantos outros sinceros discípulos do evangelho com o fogo da caridade, vós que vos dignastes exercitar esta mesma virtude no maior grau em roque, vosso servo, com espanto e proveito dos homens de seu tempo, excitai agora e sempre em todos nós o fogo sagrado da mais ardente caridade, para que possamos auxiliar-nos uns aos outros, diminuindo o sofrimento decorrente dos males físicos e morais que amarguram a vida humana. Continue o caritativo roque a ser lá do céu o benéfico instrumento do vosso poder e misericórdia como o foi em vida e que, livres dos flagelos, possamos merecer a felicidade eterna. Amém”.

Quinto dia

“Deus justo e misericordioso, que coroais com a glória eterna aqueles que com valor cristão combatem as tentações e as adversidades, assisti-nos e fortalecei-nos com a vossa graça para podermos suportar as adversidades, perigos e moléstias a que estamos expostos. Senhor, que sois pai de misericórdia, dai-nos forças para suportarmos como devemos todos os males e, pela vossa graça livrai-nos daqueles a que nos arrasta a nossa malícia ou imprudência. Fazei que, pela paciência com que os suportarmos, expiemos nossas culpas e venhamos a merecer a coroa da bem-aventurança. Amém”.

Sexto dia

“Deus eterno, criador do mundo e de tudo quanto existe! Digno da vossa grandeza, poder e sabedoria infinita é o mundo e tudo quanto criaste. Concedei-nos a vossa graça para que vivendo no meio dos homens e do mundo não nos deixemos contaminar com os seus maus exemplos, nem sucumbamos debaixo do peso da sua iniquidade, com perigo da nossa salvação eterna. Ajudai-nos a usar do mundo com prudência, recato e desapego, próprio de verdadeiros cristãos, conforme aos santos fins para que tu nos criaste. Amém”.

Sétimo dia

“Senhor deus de infinita bondade que tão prontamente perdoais aqueles que vos ofendem, quando se mostram arrependidos, que nos enviastes o vosso divino filho e seus fiéis discípulos a perdoar as injúrias e calúnias daqueles que nos devem corresponder com gratidão, dai-nos força e graça para bem imitarmos tais exemplos. Fazei que eles vendo da nossa parte essa correspondência de perdão e caridade que o santo evangelho nos prescreve, se confundam e emendem. Perdoai-nos as ingratidões com que tantas vezes vos temos correspondido: perdoai também a nossos inimigos para que florescendo mais e mais a caridade evangélica, possamos viver uns, e outros em santa paz e praticar a virtude, de que depende a nossa salvação eterna. Amém”.

Oitavo dia

“Deus eterno, supremo juiz dos vivos e dos mortos, que nunca desamparais os vossos fiéis servos e que quando o mundo os julga abandonados e cobertos de ignomínia, os julgais dignos da vossa glória, confortando-os poderosamente no meio das maiores afrontas e tormentos, sobretudo na dura agonia da morte: vós que tanto consolastes o virtuoso roque ao terminar sua vida terrena, confortai a todos nós na última hora, fazendo-nos conhecer que, não tanto por nossas boas obras, como por vossa misericórdia infinita, nos julgais dignos da glória eterna. Ajudai-nos a prepararmo-nos para rematarmos a nossa existência de maneira que não receemos comparecer perante o tribunal da vossa divina justiça. Livrai-nos de morte súbita, da peste e de todas as enfermidades violentas e contagiosas, para que recebendo dignamente os sacramentos consigamos resistir às agonias da morte.

Assim vo-lo pedimos pela intercessão do bem-aventurado são roque, por vós escolhido para especial advogado contra a peste. Amém”.

Nono dia

“Deus supremo e poderoso remunerador da virtude! Vós que com prodígios próprios da vossa omnipotência e infalível justiça costumais distinguir a morte do justo da do pecador e que tão gloriosamente distinguistes a de vosso fiel servo são roque, com tanta ventura dos que têm invocado o seu patrocínio e recorrido ao seu amparo; vós que a rogos deste vosso bem-aventurado servo tantas vezes tendes diminuído e dissipado o flagelo da peste e mortíferas moléstias em todo o orbe católico, compadecei-vos de nós agora. Vede que somos os descendentes desses devotos e fiéis portugueses a quem tantas vezes tem valido a intercessão do vosso bem-aventurado servo neste templo, onde piamente veneramos suas relíquias. Não vos lembreis de nossos pecados mas somente da vossa misericórdia infinita, das virtudes e súplicas de nosso celestial advogado. Continuai senhor a mostrar que ele mereceu a glória eterna, que reside junto a vós e que o prémio da virtude sobrevive à morte do corpo. Resplandeça mais, e mais, a salutar providência com que tudo dispondes na terra e que com tanta misericórdia tendes mostrado o vosso favor. Valha-nos o bem-aventurado são roque, a cuja intercessão recorremos com justa esperança e que vossa divina misericórdia nos assegura. Assim seja”.

Oração final

“Deus de misericórdia, ouve com amor o que, por intermédio de são roque, te pedimos e atende a nossa súplica.

Liberta-nos das doenças do corpo e da alma e, no fim da nossa vida, concede-nos a salvação eterna.

Por nosso senhor jesus cristo, teu filho, que é deus contigo, na unidade do espírito santo. Amém”.

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