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Nossa Senhora de Fátima: aparição, visões e festa

Como várias das aparições da Virgem Maria, mãe de Jesus, Nossa Senhora de Fátima é uma delas e segundo os relatos, apareceu na cidade de Fátima em Portugal.

Ela é muito conhecida pois apareceu durante um período muito conturbado do mundo, logo quando a Primeira Guerra Mundial estava em curso. Leia mais aqui sobre.

Dia de Nossa Senhora de Fátima

O dia da festa litúrgica em homenagem à Nossa Senhora é comemorado 13 de Maio, o mesmo dia em que segundo a história original, foi vista pelos escolhidos.

Ela é padroeira de Portugal, onde se deu sua aparição durante 6 meses seguidos na cidade de Fátima.

A história dessa aparição mariana é uma das mais conhecidas no mundo inteiro, veja abaixo.

Aparição de Nossa Senhora de Fátima

Em maio do ano de 1917, o Papa Bento XV pediu para que todos os católicos se unissem em oração para que Nossa Senhora intercedesse na Primeira Grande Guerra.

Segundo conta-se, cerca de 8 dias depois disso, Nossa Senhora de Fátima apareceu na pequena aldeia de Fátima, em Portugal, mas propriamente em um lugar chamado de Cova de Iria, para três jovens pastorinhos, o nome deles era Lúcia, Francisco e Jacinta.

Mais ou menos ao meio dia, enquanto cuidavam do rebanho, começaram a rezar o terço rapidamente, pois queriam voltar o quanto antes para suas brincadeiras.

Foi nesse momento que um grande clarão – similar ao de relâmpagos – tomou conta, enquanto se preparavam para ir embora por medo de ser chuva, Nossa Senhora apareceu em cima de uma árvore conhecida como azinheira e pediu para que não tivessem medo, pois tinha vindo dos céus.

Segundo relato das crianças, ela era mais iluminada do que o Sol e de suas mãos se pendia um Rosário. Nessa primeira aparição ela pediu para que voltassem nos 6 meses seguintes todo dia 13.

Antes de ir, pediu para que rezassem o Terço todos os dias de modo que assim alcançariam a paz mundial e o fim da guerra.

Na última aparição estavam cerca de 70 mil pessoas juntas, desse modo ela se revelou como Nossa Senhora do Rosário e pediu que no local fosse feito uma capela homenageando-a.

Hoje, no mesmo local, há a Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima

Visões de Fátima

https://www.youtube.com/watch?v=g_7aNgBoVGw

Em uma das aparições de Nossa Senhora, Lúcia recebeu 3 segredos de Maria mãe de Jesus, leia abaixo:

“(…) o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar. A primeira foi, pois, a vista do inferno! Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizavam e fazia estremecer de pavor.

Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e acrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros.

Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição); se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração.

Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”.

Escrevo em ato de obediência a Vós, meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima, o Sr. Bispo de Leiria, e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda.

Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte dizia: Penitência, penitência, penitência.

E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se veem as pessoas no espelho, quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro com a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meia em ruínas e meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho.

Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns após os outros os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus”.

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